177 - ALVORADA



Apenas rompe a aurora,
Em Ti eu penso, ó Deus,
E a Ti levanto logo
Os lassos olhos meus;
Minha alma tão sequiosa
Por seu Deus suspirou;
Até meu ser inteiro
Com ânsia O desejou.

Em terra mui deserta
E cheia de aridez,
Em que não há estrada
E em que nem água vês,
A tua fortaleza
Desejo ver aqui,
E teu poder e glória,
Como eu no templo vi.

Tu tens misericórida
Que excede a tudo que há;
Por isso a minha boca
Teu Nome louvará.
Durante a vida inteira
Te quero engrandecer,
E ao céu, para invocar-Te,
Humildes mãos erguer.